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Neil Young anuncia lançamentos para 2020, incluindo álbum Ao Vivo da mítica fase ‘Ragged Glory’

3 de janeiro de 2020

Neil Young divulgou, em 1º de janeiro, uma nota em seu site com atualizações sobre os próximos lançamentos do ciclo de revisão de seus arquivos históricos. Dois títulos a ser lançados em 2020 mereceram destaque: “Way Down in the Rust Bucket” e “Greendale Live”, ambos classificados por Young, 74 anos, como “projetos do coração”. “Todo dia eu levanto de manhã com uma lista enorme de coisas a fazer, para me manter ocupado. É bom poder parar e reavaliar esse material, reunir forças e manter a mente aberta para definir os próximos passos”, postou o veterano roqueiro.

Young se estendeu mais ao dar detalhes sobre “Greendale Live”, que consistirá de um pacote com um álbum ao vivo e um filme, ambos registrados em uma performance da ópera rock “Greendale”, lançada originalmente em 2003. De acordo com o autor, trata-se de “um monstro”. “Estamos agora na fase final de edição do material”, revela Young. “É um espetáculo com um elenco de mais de 50 pessoas, como se fosse um musical da Broadway”.

No ano de seu lançamento, “Greendale” foi encenada mais de 80 vezes em teatros nos EUA e no Canadá; a apresentação a ser lançada em foi gravada em Toronto (Canadá). O álbum será distribuído pelo próprio site de Young, e o filme será exibido em cinemas na América do Norte. Ao que parece, o recado da trama se mantém atual, apesar de a obra ter sido gestada no cenário americano pós-11 de setembro de 2001.

“Way Down in the Rust Bucket” captura um momento bem diferente da musicalidade de Young. Trata-se de uma gravação ao vivo datada de novembro de 1990, que exibe o cantor e guitarrista acompanhado de sua banda Crazy Horse. Segundo Young, a fita ficou esquecida até setembro de 2019. “A gravação foi feita com um estúdio móvel multicanal e seis câmeras de vídeo. É uma das maiores performances da história do Crazy Horse”, afirmou Neil. “Havia um monte de coisas acumuladas nos arquivos e essas gravações simplesmente ficaram esquecidas… até agora”.

No total, quase três horas de música foram gravadas, incluindo faixas do (então) recente álbum “Ragged Glory” (“Farmer John”, “Mansion on the Hill”, “Fuckin’ Up”) e um caminhão de clássicos, como “Cowgirl in the Sand”, “Cinnamon Girl, “Like a Hurricane” e “Cortez the Killer” (esta em uma versão de 12 minutos). “A energia capturada nesse show é totalmente cativante e pessoal. É a performance mais intimista do Crazy Horse já gravada“, garante Young. “Ragged Glory” é um dos álbuns mais cultuados de Neil Young, tido como sua última obra-prima.

Esses trabalhos ao vivo não serão as únicas novidades a serem apresentadas em 2020. Originalmente previsto para chegar às lojas em novembro de 2019, o álbum “Homegrown” foi adiado e ainda não tem uma data de lançamento oficializada. Mas no fim de dezembro, Young divulgou uma foto da primeira versão em vinil do disco, prensada como teste. Gravado em 1975, “Homegrown” foi engavetado quando estava prestes a chegar às lojas — o clássico “Tonight Is the Night” foi lançado em seu lugar.

É um disco cheio de amores perdidos e explorações. Esteve escondido por décadas. É muito pessoal e revelador”, contou Young em outro post no site. As gravações originais foram remasterizadas usando equipamentos analógicos, por insistência do próprio Neil. “Quando eu comecei a tocar, era assim que as coisas eram feitas. Disseram que seria impossível, que as fitas originais estavam muito danificadas e que tínhamos de usar equipamento digital. Não aceitamos. Deu muito trabalho, mas restauramos os masters analógicos de ‘Homegrown’, disse.

Fonte: Reverb